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Fonte: acervo do autor. Psicodélico e cósmico. Druillet no LSD. O primeiro livro de Lone Sloane (6 Voyages + Delirius) chegou pelo Pipoca e Nanquim e foi muito divertido. Mas, não há nada de Lone aqui. Essa obra é praticamente bíblica, como ler um texto antigo que você não consegue compreender totalmente dadas as suas camadas lisérgicas. A princípio, o ritmo é radical e o início é POUQUÍSSIMO ortodoxo. Páginas inteiras e duplas, verticais ou horizontais, algumas com texto, outros não. Da profundeza do preto, Druillet extrai desenhos macabros e psicodélicos, que ocasionalmente formam uma narrativa. Mas é Druillet. Quem se importa com narrativa? Geralmente lemos o texto, e em sua combinação com a arte nós temos uma narrativa. Yragaël exige o contrário. Você deve olhar para a arte e deixá-la penetrar... conduzir suas percepções, permitindo que você (TALVEZ) dê sentido às palavras. É como um manuscrito perdido, onde a arte é o texto e as palavras o decoram. Caso você tente fazer o tradicio...
Jordan Peele é um dos meus diretores favoritos e acho que seus filmes são contribuições inteligentes e marcantes, a mais recente revolução no terror. Quando vi o seu nome em uma antologia de contos, soube que precisava ler o negócio. Out There Screaming: An Anthology of New Black Horror é editado por ele e John Joseph Adams. Com um prefácio bastante curto, mas provocante, Jordan Peele compara o terror ao Sunken Place de seu filme Corrae a um tipo de masmorra de tortura medieval chamado de oubliette, que vem da palavra francesa para esquecer. Mas, contraditoriamente, à medida que os autores expõem os seus próprios medos e Sunken Places pessoais nestas histórias, a antologia funciona como uma anti-oubliette, garantindo que não sejam esquecidos. São dezenove contos, de diferentes autores, que vão desde titãs do gênero, como Tananarive Due (que assina roteiro do CORRA!) e P. Djèlí Clark, até autores mais conhecidos por sua ficção científica e fantasia, como N.K. Jemison, Rebecca Roanh...
Que surpresa temos, direto de 1877: William Hope Hodgson. A nova edição da DIÁRIO MACABRO nos brinda com traduções excelentes – pude até participar de algumas como preparador – da prosa de Hodson, além de excelentes paratextos. Tudo isso no melhor projeto gráfico dedicado ao terror que já vi em terras tupiniquins. A editora se superou dessa vez, me deixando extremamente curioso pelo que está por vir. A história de Hodgson se confunde com a história do terror em si. A Casa no Limiar foi rejeitado 21 vezes até ser publicado. Marginalizado. Outsider. Esquecido. Chamado de inferior aos dramas de salão da época e aqui, nesse resgate tão necessário, vemos seu poder narrativo. - A Casa no Limiar é o maior texto do livro, misturando cenários irlandeses dom desespero, sangue e horror cósmico, que transbordam pelas páginas. Quase que inspirado em Jung, os porcos de Hodgson transbordam, assim como nosso medo, ameaçando nos aterrorizar até a morte. As coisas que escondemos, tememos... prontas...
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