Crítica de Filme: FRESH - Seu amor é machista e canibal.
Noa odeia namorar, e quem pode culpá-la? Todos os caras são nojentos. Quem aguenta as mesmas perguntas e fingir interesse no que quer que o idiota do dia fala? “Um cavalheiro é um lobo paciente”, já viram esse ditado? Apesar do #MeToo, o namoro moderno AINDA é um açougue, um conceito que a crítica doentia, mas satisfatória, de “Fresh” de Mimi Cave, levam ao seu extremo mais literal. Neste filmaço, escrotos de todo o mundo estão salivando por um pedaço das garotas que encomendam online. É uma alegoria sangrenta para nossa cultura de namoro perigosamente impessoal e voltada para o consumo, Fresh tem muito em comum com torture-porns já conhecidos: pense em Hostel, com um brilho perverso e inteligente. Algo que dificilmente um homem conseguiria dirigir – ou escrever - e construir uma crítica tão relevante ou arrancar atuações tão boas. Cave e a roteirista, Kahn, conseguem manter o público na posição de Noa, procurando sinais de alerta, mas esperando pelo amor, enquanto nosso vilão é m...