Crítica de FIlme - Satanic Hispanics

Filmes de antologia são DIFÍCEIS. Embora sejam típicos de um gênero em particular – o terror – eles sempre estiveram por aí. Eles podem ser vinculados tematicamente, como o terror folk de The Field Guide to Evil ou uma ode nostálgica, como a série V/H/S. A única exigência é de que a coleção faça ALGUM sentido, em vez de apenas parecerem uma série de curtas frankensteinizados. A ligação temática para os SATANIC HISPANICS é cultural e geográfica. Em muitos aspectos, é um sucessor de México Bárbaro, de 2015 (UMA DELÍCIA DE ANTOLOGIA) - e não apenas porque ambos se baseiam fortemente ex membros do Fantastic Fest, ou porque compartilham um diretor de segmento. Enquanto um focou em diretores mexicanos, SATANIC nos trouxe figuras de toda a américa latina. A LINHA GUIA é fornecida por Mike Mendez (ex FF) com a história do Viajante, uma figura misteriosa (o INCRÍVEL Ramirez) contando histórias bizarras do sobrenatural para dois policiais incrédulos. Há um certo humor irônico na abertura "Tambien Lo Vi" – o MELHOR do segmentos, do nosso querido e arrepiante Demián Rugna (ex-FF, When Evil Lurks), que permite que um cara razoavelmente excêntrico nos traga algo meio Hellraiser com um cubo mágico. Rugna é um mestre do desconforto que cativa lentamente. Esse clima de pavor sufocante é seguido por uma rápida mudança para a comédia escrachada de "El Vampiro", uma brincadeira no estilo O Que Fazemos nas Sombras com alguém meio Drácula. Mas então, outra mudança radical nos joga de cara no chão do horror com “Nahuales”, de Guerrero, em que um criminoso fica cara a cara com uma vingativa Madre Tierra. É uma alegoria política e ecológica. Curta, elegante e visceral. Gótico. Travessuras. Ativismo com horror. Todos divertidíssimos e conectados pelo ULTRA cativante viajante. Ah, e quando o pioneiro do terror cubano Alejandro Brugués (ex FF) começar a empunhar o apoteótico “Martelo de Zanzibar" (e cantarolar), você saberá que deve simplesmente abraçar a loucura, a risada, os calafrios e o gore. Que delícia meus amigos!

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