Crítica de filme: READY OR NOT
REVIEW - Filme - Ready or Not.
Uma sátira coloca uma noiva jovem contra o dinheiro antigo.
Este horror satírico e desconfortavelmente real dos
diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, pega emprestado seu título da
velha brincadeira de esconde-esconde.
Em sua noite de núpcias, Grace (a PHODÁSTICA Samara Weaving)
deveria estar na cama com seu noivo de sangue azul, Alex, mas sua “família razoavelmente
fodida”, os Le Domases, tem um ritual conjugal diferente. Novas adições à
família devem “escolher” um jogo para todo o clã jogar, escolhendo uma carta.
Grace “escolhe” esconde-esconde - ou pelo menos uma versão disso em que seus
perseguidores devem encontrá-la e matá-la antes do nascer do sol. Caso não consigam,
perderão tudo.
Entre eles está o irmão Daniel (jovial, lacônico e subutilizado),
a irmã cheiradora de coca e alucinada Emilie, e a assustadora e vampiresca tia
Helene. Melhor ainda é uma Andie MacDowell sensual – pegando MUITO da nossa
amada MORTÍCIA - empregando um sotaque
sulista esnobe como a matriarca.
“As pessoas ricas são diferentonas”, comenta Grace.
Os cineastas começaram a fazer horror de baixo orçamento e
conseguem entregar um negócio delicioso. Há uma elegância na premissa - uma
perseguição de gato e rato numa mansão gótica - e ação tarantinesca.
Grace derruba a instituição do casamento com uma
determinação desconexa e uma sagacidade atrevida e desbocada; seu uniforme de
batalha (tênis All-star amarelos, vestido de noiva rasgado rasgada, rifle e
munição) e seu foda-se para um grupo que pensa que pode de tudo só porque tem
dinheiro (que curioso, não?) é algo realmente lindo de se assistir.
As diversas camadas de teoria Marxista e anti-capitalista exploradas
pelos diretores e roteiristas é incrível: o machismo, a cooptação dos ‘colaboradores’
para a ‘família’, os empregados descartáveis de quem ninguém lembra o nome
direito, os ‘atalhos’ para se tornar podre de rico, o ‘merecimento’ para ser
parte do grupo e o lumpemproletariado. Está tudo lá, assim como está tudo na
nossa cara. O tempo todo.
E todos os dias torço par que, assim como Grace, queimemos a
porra toda.
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Não vi (ainda). Sapeando pela internet/instagram descobri o "Baião da Caveira". Parabéns. Não há uma indicação de streaming então terei de caçar, certo? Gostei do modo como vocês/vocês lidam com o leitor, já chamando na intimidade como na frase "...porque tem dinheiro (QUE CURIOSO, NÃO?)" Isso é muito usado em blogs e resenhas, certo? Bom, sou escritor e estou no Medium também, para testes, em um primeiro conto, chamado "Quarto Crescente". Espero que leiam, pixem, detonem, e me forcem a excluí-lo. Abraços.
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